A brevidade da vida me informa:
Que mais um "trem" vai partir,
Que mais um Ser vai parir
Outro Ser, pra não ser, apenas,
Fragmento esteriotipado
Do complexo globalizante!
Se todo sol é incandescente,
Se, de todo céu, pressupõe-se o azul,
Se todo desejo é latente,
Em mente, em alma, em corpo nu...
Então, há de haver "Presente" (histórico)
Mais dissidente que o ser do Sul,
Que descontente com seu contexto,
Arranja logo pretexto, para ao Norte subir...
De súbito, vislumbra o Leste,
Posto seu impulso, enquanto guia e propulsor,
Sobe tanto que não se atém
Às belezas do agreste.
Quão vasto se faz, em prosa ou verso,
A natureza caótica: frente e verso,
Do Norte/Leste - Brasil.
Beleza - em retórica "positivista", acrescida de sons e tons -
Esfacelada, linguagem desdita, frente à maldita contradição:
Numa face - "fetiche" turístico -
(Centrado nas mãos da "proporção"*)
Noutra, estabelece-se a FOME,
A miséria em evolução,
Frutos da in-displicência incontida,
Tais como: terras sem irrigação.
Mas qual o quê?
Com que intuito ater-se
A "problematiqué" de tão diminuta questão?
A priori, a prerrogativa consiste
Em exterminar o "Termo: C O R R U P Ç Ã O" !!!
Há se serem incontáveis,
As migrações que se dão,
Dos povos centrais deste "sítio"
- continentais como o são -
Que aguardam, urgentemente,
A nobre estação/verão!
Tais efetivas premissas,
Evidenciam uma das lúdicas conclusões:
Brasileiros e braslieiras,
Companheiros de tradição,
Ocupam-se do mundo da "rés-extensa", **
Deixando o "cogito" *** em poucas mãos...
Que mixórdia de discussão!
Vamos todos sem demora,
Para o mundo lá de fora,
Onde não se avista o chão;
Mar é tudo que se vê:
Languidez, imensidão,
A cor morena das moças,
"Gabrielas" por opção.
A arte da emancipação institui-se de tal condição,
Elevando, ainda que brevemente,
O Homo-Faber à cidadão.
Como acontece o lúdico?
Como se dá essa transformação?
Ora, vamos, caros amigos,
Em férias, na praia, à parte da servidão!
Epílogo, se é que existe possível definição:
Sob o Sol de Capricórnio, quero meu corpo pousar,
Para que, por um desatinado e vão momento,
Desfaça-me, eu, do pranto - tanto quanto -
Meu riso possa, enfim se consagrar...
Quereria a vida como um sonho,
Do qual não se pode acordar,
Mas quão difícil é a diversa arte
Do "poder/querer", em unidade, conjugar!!!
Então acendo um cigarro,
E sob devaneios e sonhos
Deixo à deriva meu SER,
Que anseia tão claramente,
Mas obscuro volta a ficar.
Esse ser inconstante é pertinente
À Socialização;
Fruto da efêmera vida contida,
No processo da neo-liberalização.
É a arte do relógio, meu amigo!
Ouça o que eu pré-digo:
- Só se navega parado,
Quando não se encontra em alto mar.
(Nana - 1996, Sob o sol de capricórnio em Trindade)
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